Costurados por linhas douradas, tentando amarrar os fios
Nunca imaginei que um dia escreveria estas palavras com tamanha urgência no peito, mas aqui estou, derramando minha alma em linhas que mal conseguem conter o que sinto. O tempo nos afastou, mas não apagou o que construímos. Cada momento ao teu lado foi como uma página de um livro que eu releria infinitamente, mesmo sabendo cada vírgula de cor. Percebi, tarde demais, que a distância só fez aumentar o eco da tua ausência, e agora, com o coração desnudo, peço que me escutes.
Cometi erros, e reconheço isso com a humildade de quem aprendeu a duras penas. Não quero justificar meus tropeços, mas sim mostrar que cresci com eles. A vida me ensinou que o amor não é sobre perfeição, mas sobre escolher todos os dias ficar, mesmo quando tudo parece desmoronar. Hoje, olho para trás e vejo claramente: não quero mais fugir das tempestades, quero segurar tua mão enquanto passamos por elas juntos.
Sinto falta do teu riso, da maneira como me olhavas quando achava que ninguém notava, da tua voz suave que acalmava até os meus dias mais sombrios. Não há substituto para o que temos, porque o que nos une vai além do comum. É como se o universo tivesse costurado nossas almas com linhas douradas, e eu, tolo, tentei cortá-las. Agora, com as mãos tremulas, tento amarrar os fios novamente, se me deres a chance.
Não peço que acredites em mim de imediato, apenas que permitas que eu prove, dia após dia, que desta vez serei o homem que sempre devia ter sido. O passado não se apaga, mas podemos escrever um novo capítulo, mais leve, mais verdadeiro. Estou aqui, de coração aberto, esperando que sintas o mesmo. Se um dia nosso amor foi forte o bastante para nos unir, talvez seja forte o bastante para nos curar.
Seu Amor
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