Você é amada, sustentada, guardada
Querida alma cansada, hoje trago até você um pouco daquela luz que às vezes parece tão distante, mas que nunca nos abandona de verdade. Sei que os dias têm sido pesados, que as noites alongam suas sombras sobre seus ombros, mas escute: você não está sozinha. Há uma força que tece os fios da sua história com mãos firmes, mesmo quando tudo parece desmoronar. Como a chuva que lava a terra seca, há alívio que chega sem pressa, mas chega. E quando vier, você vai entender que cada lágrima regou algo maior dentro de você.
Há momentos em que o silêncio parece gritar mais alto que qualquer palavra, e é justamente aí que a esperança sussurra. Não tenho respostas para todas as suas perguntas, mas posso te lembrar que até nas noites mais escuras, as estrelas não deixam de existir. Elas estão lá, mesmo quando não as enxergamos. Assim é o cuidado que envolve sua vida — invisível às vezes, mas presente, tecido em cada detalhe, em cada suspiro seu que o vento carrega.
Você já parou para pensar como o mar nunca se cansa de bater na praia? Ele volta, recua, avança de novo, sem desistir. Sua dor também pode ser assim: uma onda que não define o oceano inteiro. Há maré baixa e maré alta, mas a água sempre encontra seu lugar. Permita-se sentir, mas não se perca no sentir. Você é mais forte do que imagina, porque carrega dentro de si a mesma centelha que acende o sol todas as manhãs.
Quando as palavras falharem, feche os olhos e lembre-se: você é amada, sustentada, guardada. Nada do que vive é em vão. E se hoje parece difícil acreditar, segure esta carta como um lembrete de que alguém crê por você, até que você consiga crer de novo.
Com todo o meu cuidado, Uma irmã na jornada
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