Há uma luz que não se apaga, mesmo na noite mais escura

Quero que saiba que, mesmo quando a noite parece escura demais para acabar, há uma luz que não se apaga. Ela não brilha como um farol distante, mas como o calor que ainda pulsa dentro do peito, mesmo quando tudo ao redor parece frio. Já senti esse mesmo vazio que talvez te consuma agora, e sei que palavras soam como eco em um abismo. Mas escute: você não está sozinho. Há uma força maior que nos carrega quando nossas pernas já não aguentam.

Lembro-me de dias em que a dor era tão densa que mal conseguia respirar. Achava que o silêncio era minha única companhia, até perceber que havia algo mais profundo do que o barulho do mundo. Algo que não precisava de explicação, apenas de entrega. Não é sobre ignorar a aflição, mas sobre deixar que ela seja transformada. Como a terra que, depois da tempestade, fica pronta para novas sementes. Você também está sendo preparado, mesmo que não veja.

Não há vergonha em tremer. Não há fraqueza em chorar. Até os mais fortes rios começam com gotas que se unem. Sua história não acabou, e cada lágrima é parte do caminho, não o fim dele. Quando a escuridão insistir em sussurrar que você não vai conseguir, lembre-se: a noite mais longa ainda é vencida pelo amanhecer. E ele virá. Não por acaso, mas porque é lei da vida.

Guarde isso onde o medo não alcança: você é amado além do que imagina. Não por mérito, mas por graça. E enquanto houver um sopro em seu peito, há esperança. Eu sei que é difícil acreditar agora, mas segure minha mão através destas palavras. Não estamos sozinhos nessa jornada. A mesma mão que acalma os ventos furiosos está estendida para você. Basta olhar.

Um irmão na caminhada

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