Você me ensinou que alguns fardos são mais leves quando divididos



Não sei como começar a dizer o quanto você fez diferença na minha vida nos últimos meses. Quando tudo parecia desmoronar, você estava lá, firme, sem precisar de explicações ou justificativas. Sua presença silenciosa, mas cheia de significado, foi o que me impediu de afundar de vez. Lembro de tantas noites em que as palavras não saíam, mas você entendia mesmo assim. Isso, mais do que qualquer gesto grandioso, me mostrou o que é verdadeira lealdade.

Há momentos em que a gente percebe que não está sozinha, e você foi essa revelação para mim. Não foram só os conselhos ou os abraços, mas a maneira como você me deixou sentir que era permitido fraquejar. Você nunca julgou, nunca apressou meu processo, nunca me fez acreditar que eu deveria estar “melhor” só porque o mundo continuava girando. Isso me deu a liberdade de curar no meu próprio tempo, e não há presente maior que alguém possa dar.

Quero que saiba que cada café compartilhado, cada mensagem no meio da madrugada, cada silêncio que você transformou em companhia, ficou guardado em algum lugar dentro de mim. São essas pequenas coisas que agora formam um mapa de como sobrevivi aos dias mais escuros. Você não apenas me ajudou a carregar o peso, mas me ensinou que alguns fardos são mais leves quando divididos, mesmo quando eu insistia em carregá-los sozinha.

Hoje, olhando para trás, vejo que a gratidão que sinto é imensa, mas também um pouco dolorida. Dolorida porque sei que nem todos têm alguém como você em suas vidas, e eu tive essa sorte. Por isso, escrevo isso não só para agradecer, mas para que você nunca duvide do bem que traz ao mundo. Você é raro, e eu não vou esquecer.

Sua amiga.

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