Você foi o chão que não cedeu



Nunca imaginei que palavras pudessem ser tão pequenas diante de tudo o que você fez por mim. Quando o mundo parecia desabar, você foi o chão que não cedeu, a mão que segurou a minha sem precisar perguntar. Lembro de cada silêncio seu que valeu mais que mil discursos, cada olhar que me disse: “Não está sozinha”. Isso, mais do que qualquer coisa, me salvou.

Há dias em que a dor é tão densa que parece impossível respirar, mas você insistiu em abrir janelas onde eu só via paredes. Trouxe luz quando tudo era escuridão, e não foi com grandiosidade, mas com gestos simples — um café quente, uma música compartilhada, a paciência de ouvir a mesma angústia repetidas vezes. Você não tentou consertar o que estava quebrado, apenas ficou ao lado, e isso fez toda a diferença.

Quero que saiba: sua presença foi meu porto seguro. Nos momentos em que eu duvidava de mim mesma, você me lembrava de quem eu era, mesmo quando eu já não reconhecia meu próprio reflexo. Sua lealdade não teve condições, não pediu nada em troca. Foi pura, como a chuva que lava a poeira e deixa o ar novo. Como posso retribuir algo tão imenso?

Hoje, escrevo com o coração cheio. Não para dizer que a tempestade passou — porque algumas ainda virão —, mas para afirmar que, com você aqui, eu aprendi a não temer os trovões. Obrigada por ser minha bússola nos dias sem norte. Cada passo que dou em frente carrega um pedacinho do seu amor.

Com gratidão eterna,
Sua amiga

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