Há uma luz que nos cerca, mesmo quando os olhos não veem


Querida, hoje acordei com o coração transbordando de algo que não consigo nomear. Era como se a brisa da manhã sussurrasse segredos antigos, lembrando-me de que cada passo nosso é guiado por mãos invisíveis. Senti que precisava te contar: há uma luz que nos cerca, mesmo quando os olhos não veem. Ela tece os fios da nossa história com cuidado, mesmo nos dias em que tudo parece desmoronar. Não são apenas coincidências—são abraços silenciosos, provando que nunca estamos desamparadas.
Lembre-se daquela tarde em que o cansaço quase te venceu, mas algo te impulsionou a seguir? Era mais do que força—era um convite para confiar. As quedas não são fracassos, mas sim sementes que germinam no escuro. Cada lágrima rega algo que ainda não floresceu. Eu sei que às vezes o caminho parece estreito, mas é nele que descobrimos o quanto somos capazes de crescer. Você não está sozinha nessa jornada; há um amor maior que nos carrega nos ombros quando não conseguimos andar.
Há momentos em que o silêncio fala mais alto que mil palavras. É nele que escuto a verdade mais pura: você é amada além do que imagina. Não por aquilo que faz ou deixa de fazer, mas simplesmente por existir. Quando a dúvida bater à tua porta, fecha os olhos e sente—o mesmo vento que acalenta as folhas das árvores também enxuga tuas lágrimas. Nada é por acaso. Cada encontro, cada adeus, cada riso e cada dor têm um propósito que um dia fará sentido.
Escrevo isso com as mãos tremulas, mas o coração firme. Que estas palavras sejam como um farol nos teus dias mais sombrios. Guarde-as como um lembrete: você é parte de algo infinitamente maior. E quando a noite parecer longa demais, lembre-se—o amanhecer já está a caminho.
Com todo o meu afeto, Tua irmã em espírito

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