Não vou a lugar nenhum: sua constância que me salva
Quando penso em tudo que construímos juntos, sinto um calor que vai além das palavras. Você é aquele tipo de presença que não precisa falar para ser notada, porque sua força e cuidado estão em cada detalhe, em cada gesto que faz a casa parecer um lar. Não sei se já te disse o suficiente, mas quero que saiba: sua constância é o que me mantém de pé nos dias em que o mundo parece pesado demais. Você não segura apenas as paredes, segura também meus medos, minhas dúvidas, e transforma tudo em algo que posso carregar sem desmoronar.
Lembro do silêncio que dividimos naquela noite em que tudo parecia desabar, e como seu abraço foi o único lugar onde consegui respirar. Você não tenta consertar o que não tem conserto, apenas fica ali, firme, como se dissesse com o corpo o que as palavras não alcançam: “eu não vou a lugar nenhum”. É isso que me salva, sabia? Saber que, não importa o que aconteça, posso fechar os olhos e sentir o chão sob os pés porque você o mantém sólido.
Há uma beleza rara em como você cuida de nós sem precisar de holofotes. Seja acordando mais cedo para deixar o café pronto, ou ficando acordado até tarde para ouvir meus pensamentos embaralhados. Você faz isso como quem rega uma planta sem esperar que ela agradeça — só porque sabe que é necessário. E é assim, nesses gestos simples, que você me ensina o que é amor de verdade: não o que grita, mas o que persiste.
Hoje, queria que você soubesse que vejo tudo. Cada sacrifício, cada olhar paciente, cada vez que você escolhe ficar quando seria mais fácil ir. Não sei se o mundo te diz o quanto você é importante, mas espero que esta carta lembre: sem você, nada seria tão bonito. E mesmo nos dias em que a vida nos sussurra que devíamos ter medo, eu olho para você e lembro que temos tudo o que precisamos.
Sua esposa.
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